Os macroinvertebrados aquáticos

No leito do rio existe uma comunidade de seres vivos que muitos desconhecem mas cuja presença é fundamental para a saúde dos ecossistemas ribeirinhos. Este grupo de seres vivos denomina-se por macroinvertebrados aquáticos. Estes pequenos seres são responsáveis em parceria com fungos e bactérias, pela decomposição dos detritos orgânicos que se acumulam ao longo do rio. A maioria corresponde a fases larvares de insetos que, no seu estado adulto, se deslocam em ambiente terrestre, como por exemplo as libélulas e libelinhas (Ordem Odonata), moscas-da-pedra (Ordem Trichoptera) e as moscas-de-maio (Ephemera sp.). São importantes bioindicadores da qualidade da água e constituem um elo importante na cadeia alimentar, uma vez que servem de alimento a peixes, anfíbios e algumas aves, como o melro-d’água (Cinclus cinclus).

Como têm capacidade de dispersão limitada dentro de água, passam a maior parte do seu ciclo de vida restritos a uma zona e são facilmente observáveis. Assim, a sua presença num local fornece informações sobre as condições ambientais aí predominantes.