Carvalho-alvarinho

Quercus robur

 Árvore de grande porte, podendo atingir 30 a 40 metros de altura, de copa ampla e regular, majestosa e de folha caduca. É uma das árvores com longevidade mais elevada no nosso país, podendo sobreviver 500 a 1000 anos; excecionalmente 1500 anos. No Inverno, tolera baixas temperaturas e geadas tardias de certa intensidade, nomeadamente por ser uma árvore de folha caduca (que perde as folhas durante a época desfavorável). Cresce em climas de tendência atlântica, com um mínimo de precipitação anual de 600 mm, não tolerando secas fortes. É considerada uma espécie de luz. O crescimento é lento nos primeiros anos, tendo tendência a aumentar à medida que o se sistema radicular se desenvolve. Rebenta bem e vigorosamente por cepa, mesmo após um incêndio. As flores são nuas, surgem antes das folhas, sendo a polinização feita basicamente pelo vento. Tem uma elevada importância ecológica, albergando no seu tronco e copa uma elevada biodiversidade. As suas folhas são usadas como alimento por numerosos herbívoros, bem como os seus frutos (bolotas). Do ponto de vista comercial, o carvalho é considerado uma das “árvores nobres”, pela alta qualidade da sua madeira. É sem dúvida uma das árvores autóctones mais emblemáticas de Portugal. Devido à sua capacidade de “atrasar incêndios” é utlizada na gestão florestal como barreira em plantações de eucaliptos e pinheiro-bravo.

Época Floração: Março – Maio

Habitat/Ecologia: Locais húmidos de solos profundos e frescos em substratos ácidos. Climas temperados